Geuvânio era o grande cotado para ficar com o prêmio de Craque do Paulistão de 2014. Suas atuações empolgavam até quem não torcia pelo Santos. Porém, a partir da semifinal, o meia sentiu o peso de ser "o cara" e enterrou seu talento na areia. Uma realidade que o técnico Oswaldo de Oliveira não desiste de tentar mudar.
Tratado pela comissão técnica como um jogador diferente, o meia nem sequer deve iniciar o duelo de quinta-feira, contra o Londrina, no Paraná, pela Copa do Brasil, apesar de o time ser formado só por reservas.
Mesmo assim, Oswaldo e companhia acreditam que vão conseguir tirar o jogador do cômodo buraco da timidez no qual entrou. Não que Geuvânio seja um cara relaxado. O grande problema é que ele não estava preparado para carregar a responsabilidade de realizar os sonhos de milhares de fãs.
De repente, o garoto passou a ser parado nas ruas, badalado pela mídia, viu uma expectativa em torno de seu nome que nem ele mesmo sabia se poderia retribuir... Isso assustou o meia e o futebol deixou de ser divertido. Virou um carma.
Geuvânio estava tão estressado que, quando perdeu a vaga no time, não se lamentou, segundo quem convive com ele. Em vez disso, mostrou-se aliviado, voltou a sorrir e a brincar nos treinos. Porém, apesar de o jogador ter gostado de se tornar coadjuvante novamente, a meta de Oswaldo é resgatar aquela chama dele do Paulistão.
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